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Sometimes you win, sometimes you learn

Oii amigos e amigas, o que eu irei revelar aqui é bem delicado, gosto de registrar a minha própria vida mas peço encarecidamente que leitores de Birigui especificamente, mas isso serve para todos –– não compartilhem com a minha mãe o que irei contar. Sempre citei os girassóis, certo? Talvez porque eu goste daquilo que eles representam: o sol que volta, a luz que retorna todas as manhãs, mesmo depois da noite. 

Eu me sinto, muitas vezes, como uma estrela cadente: passo pela vida das pessoas assim, puft, (igual o Sebastião - para quem um dia ler o meu livro), num piscar de olhos. Deixo um rastro de luz, uma lembrança, uma palavra, um abraço, alguma coisa que talvez permaneça quando eu já tiver partido. Até que certa vez escrevi: "Envio-te estes girassóis, para fazer-te sentir sol, mesmo que por um instante. Minha pequena estrela cadente". É uma frase de minha autoria, como se eu estivesse de fato recebendo essas flores com esse bilhete.

Hoje, porém, encontrei os girassóis no mercado e, ao lado deles, aquelas pequenas flores brancas, delicadas, quase tímidas: a Gypsophila. Fiquei encantada. Não porque tenha deixado de amar os girassóis, mas porque descobri que talvez eles nunca tenham precisado estar sozinhos. O girassol é o sol; a Gypsophila é a delicadeza. Um ilumina, a outra preenche. E talvez seja assim também com a vida: algumas coisas chegam para iluminar, outras apenas para tornar tudo mais bonito.

"Sometimes you win, sometimes you learn" ("Às vezes você ganha, às vezes você aprende") é popularmente atribuída ao escritor e palestrante norte-americano John C. Maxwell, que inclusive a utilizou como título de um de seus livros de desenvolvimento pessoal em 2013, e desde que li pela primeira vez, eu pensei: é isso! Falo sobre isso aqui: 2022.

Em 2025, senti uma dor do lado direito da cabeça. Essa foi a mais forte, mas em 2024 já havia sentido em outros momentos. Não era exatamente uma simples dor de cabeça. Foi algo extremamente forte e repentino, tão intenso que fez minha cabeça tombar para o lado. Com a mesma intensidade com que veio, foi embora. Repreendi todo e qualquer mal. Depois vieram os exames, aquelas máquinas gigantes, a espera e, finalmente, o resultado da tomografia da cabeça e de todos os outros exames: nada!

E é curioso como, às vezes, um "nada" pode nos fazer pensar em tudo. O médico me disse, olhando profundamente nos meus olhos: "Você pode morrer a qualquer momento, assim como a mim" –– sem ao menos eu questioná-lo sobre a morte. "..então viva intensamente." E prontamente eu respondi: "Eu faço isso desde que me conheço por gente doutor."

Talvez nem sempre da maneira mais bonita, algumas vezes com pressa demais, intensidade demais, carregando coisas demais, mas faço. Vivo. E aquele momento me fez pensar no que eu levaria comigo se tudo terminasse hoje. A resposta é simples: nada. Quando eu me for, não vou levar a dor, a culpa, a casa, as contas, o trabalho, o cansaço ou as preocupações. Eu simplesmente vou. Como uma estrela cadente.

O que existe dentro de mim continua inteiro. Meu sentimento permanece inabalável. Talvez porque vir de onde eu vim tenha me ensinado cedo a carregar sonhos e responsabilidades na mesma medida. E quando esse dia chegar não quero ser vista como uma coitada que se matou de trabalhar. Deus me free rs' Não quero que digam que foi a sobrecarga de trabalho, o estresse, os afazeres ou que eu era jovem demais para carregar tanto. (vocês sabem que não sou tão jovem assim, mas sem piadinhas nos comentários okaaaay ? kkk) Só não quero que minha vida seja resumida pelo peso que carreguei. Quero que se lembrem da luz.

Nessa semana, a dor me levou ao chão. Foi tão rápido e tão assustador ao mesmo tempo. Levantei, respirei e percebi com muito mais veracidade. A vida é um sopro. Eu não preciso permanecer para sempre, isso para mim não é nem cogitado. Talvez seja suficiente ter passado pela vida de alguém e, por um instante, ter feito essa pessoa sentir alguma coisa bonita. Ter sido presença, abraço. riso, colo, palavra. Ter feito alguém sentir sol, mesmo que por um instante.

Se hoje fosse o meu último dia, eu não gostaria de lamentações ou perguntas, mas de celebração pela jornada. Gostaria do som de uma música leve, do ar fresco do mar ou da janela aberta, e de olhar para os girassóis acompanhados da Gypsophila. O sol e a delicadeza juntos, lembrando que a luz sempre volta.

Sabe aquele parte do filme, que muda de uma trilha sonora romântica e começa um rock, uma bagunça gostosa, o som da liberdade? rs' Imagine ela neste exato momento. Essa é a trilha sonora de quem sabe o que é por dentro, mas também de quem sabe o que merece por fora. Se me virem correndo às 5 da manhã, me deixem. Se me virem viajando sozinha, me deixem. Se me virem escrevendo cartas de amor, me deixem. Se me virem correndo na chuva, me deixem. A não ser que você queira aproveitar cada milésimo de vida comigo aí pode se juntar. Caso contrário: me deixe! É por isso que a minha vida é uma aventura, eu tenho total noção que amanhã posso não estar mais aqui. 

O susto passou! Voltei. 


Publicação em: 2026

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