Um parêntese: O blog, os códigos e as voltas que a vida dá
É engraçado como a gente muda, né? Faz muuuuito tempo que não compartilho músicas por aqui. Hoje eu senti falta dessa nossa troca sonora. Aliás, nem tenho mais tanto domínio com HTML e código como já tive, e embora eu morra de vontade de repaginar o layout, sei que, por enquanto, vou deixar como está. Mas, para quem ainda resiste e consome blogs (o que eu acho um charme, mesmo sendo algo raro hoje em dia), deixo aqui uma trilha para acompanhar esse post. Só dê o play! >-<
Falando em tecnologia, a vida deu voltas. Mesmo enferrujada com os códigos do Blogger, me aventurei e criei um site do zero! Configurei vendas, anexei cadastros e enfrentei uns códigos que, para mim, pareciam bichos-papões. O site foi ao ar, cresceu e completou um ano de vida.
Mas, sendo bem honesta, decidi cancelar o domínio. Descobri que tenho uma facilidade imensa em criar materiais pedagógicos para os meus alunos, mas organizar as publicações e gerir a loja tomava um tempo que eu não tinha mais para dar. Fiz um bom dinheirinho, aprendi o que precisava, mas entendi que este ano o meu foco é outro: priorizar o meu trabalho na educação e, principalmente, cuidar mais de mim.
Então como eu estava dizendo... o capítulo do dia. Sigo apaixonada por alguém que, racionalmente, eu sei que não deveria estar. E esse amor, que era pra ser leve, se transformou num tormento. A dor de querer algo que não se pode ter, a dificuldade de deixar ir... é real, é forte e, às vezes, parece que vai me engolir.
Mas aqui entra a minha escolha. Eu não vou, eu não quero e eu não aceito ficar remoendo esse sentimento até me afogar nele. Eu decidi que, se a minha mente está em tormento, o meu corpo vai entrar em ação. É o meu reergo silencioso. E é assim que deveria ser.
Não busco o esquecimento, até porque apagar alguém da nossa história é uma ilusão que só nos distancia de quem nos tornamos. Meu objetivo, hoje, é outro: trata-se de uma reorganização interna. Quero deslocar esse sentimento do lugar de ferida, de luto, de um peso que me consome, para um lugar de memória. Pretendo acomodá-lo em um recanto seguro do coração, onde o que reste seja apenas o brilho do que foi vivido, despido da urgência e da dor do que não pode ser. E como fazer isso? Para mim, a resposta é o movimento.
É na ação que reencontro meu eixo. Quando meu corpo está ocupado, minha mente finalmente ganha uma trégua desse ciclo vicioso. Recuso-me a ser refém do que sinto, especialmente agora, durante as férias. Curiosamente, o sossego, que deveria ser um refúgio, tem sido meu maior desafio, porque a falta de movimento me deixa à mercê dos pensamentos. E, ultimamente, esses pensamentos têm um nome e um dono, ocupando cada milésimo de segundo do meu relógio. Preciso me mover, preciso de rotina, para transformar esse tormento em um silêncio que eu consiga suportar.
Eu estou me reerguendo. Sozinha, no meu tempo, armada apenas com o que tenho: um sorriso no espelho, o frescor de uma fruta, o ritmo de uma caminhada pela cidade. E, se sou honesta, sinto falta de trazer essa amizade para o meu cotidiano. Sinto falta da troca, da leveza e da dinâmica única que criávamos a cada caractere trocado. Mas sei o campo minado que encontraríamos se insistíssemos em ser apenas amigos. Parte de mim daria pulos de alegria só com a possibilidade, mas a outra parte, a que precisa se salvar , sabe que não podemos mais ser nada. Nem amigos.




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