Bem-vindos à temporada:
quem são as pessoas que ganharam meu coração?
Ela estava lá quando a Caju nasceu. A Anne não, pois a Anne ela conheceu, se não me engano, com uns 6 ou 7 anos de idade? Ops! Para você sempre foi Jhu, certo? Me corrija se eu estiver errada. Porém lembro-me que eu estava com o Dede e aaaaacho que com o Lucas, em cima da caixa de energia da casa da minha vó. Você apareceu com a mudança, chegando em sua nova casa, e eu, menina moleque que sempre fui, brincando sabe lá do quê, pendurada naquele muro. Desculpa, não estou com o meu diário e a minha memória é fraca. Mas acho que foi assim.
Agora que eu já contextualizei quem é a Natali, deixa-me escrever-te esta carta. Muito diferente das nossas correspondências de papel que durou por mais de 1 ano, aqui eu não posso detalhar as nossas intimidades e confissões de amiga para amiga, massssss usarei este espaço para enaltecer a amizade que nos conectou embora a saudade ensurdecedora seja profunda, tanto para mim quanto para você. Sei da profunda tristeza e de como nossos corações queriam nos teletransportar para o passado, naquela rua de terra, para as brincadeiras escalando no pé de goiaba ou girando até passar mal no balanço do pé de manga. Eu nunca me esqueci de nenhuma das sensações que tive, quando desbravei o mundo pela primeira vez com você, afinal, estávamos conhecendo-o juntas.
Eu dizia que escreveríamos um livro, você se lembra? Também brincávamos de escolinha. Lembro do sabonete decorado com tinta e do tênis que queríamos ganhar do governo. Como não nos encaixávamos nas estatísticas, ficamos frustradas e cortamos as nossas sandálias para parecer que precisávamos de um daqueles tênis. Gente, que loucura! Criança é muito sem noção mesmo, rs.
Mas amiga, que para mim será eternamente a personagem "Paraná", escrevo-te esta carta no dia de hoje para, no seu aniversário, parabenizar-te e dizer: sim! Eu sinto a sua falta e não existe no mundo ninguém que preencha a nossa conexão. Não que eu tenha procurado! Na realidade, depois de você eu me fechei para o mundo. Ninguém me acessa.
Mas agora eu quero falar sobre você! Sei que a vida adulta foi muito diferente do que planej ávamos quando crianças, mas desejo, do fundo da minha alma, que você siga firme! Você é a personificação da bondade. E eu, não estou a isentando de defeitos ou colocando-a em um patamar intocável. Eu sei das suas falhas, medos, dores e silêncios. Mas sabe o que eu também sei? Do seu coração desbravador, da sua fé, do seu carinho por seus filhos... Que mãezona você se tornou, minha amiga! E queeee amiga Deus poderia ter me dado: hoje percebo que não teria passado por cinquenta por cento das coisas se não fosse você ao meu lado. Confesso que as vezes no peso da vida adulta, desse dia a dia desgastante, tudo o que eu queria era sentar na calçada e ficar horas conversando com você. Entretanto, como não podemos.. fica aqui as minhas felicitações, em cartas digitais, ocupando o espaço das nossas escritas por correspondências físicas.
Eu amo girassóis, sabe? E você pode se considerar o meu verdadeiro girassol nesta vida. Eu estimo paz, carinho e união, e precisava deixar registrado aqui o quanto você é o que é, e como é feliz quem a tem por perto. Eu tenho ciúmes das pessoas que podem te abraçar quando quiserem, confesso! Mas tenho, na mesma medida, um punhado de orgulho e respeito pela mulher que você se tornou. Você estava lá aos meus 8 anos de idade, que foi quando a Caju começou a desbravar o mundo. E você estará para sempre comigo. Feliz aniversário, minha eterna branca de neve!
(Atualizada com a música que ela postou nossa carta no instagram dela! @natalicafasso)

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