Estou lendo este livro pela milésima vez. A primeira foi aos 14 anos, nos corredores da escola, a pedidos de minha professora Vânia; hoje, leio em voz alta para os meus alunos. Há três anos, a minha sala de aula era toda decorada com cenas das estrelas, do planeta B-612 e da raposa. A cada nova leitura, confirma-se em mim uma certeza: o livro muda porque nós mudamos. A cada idade, temos uma nova interpretação.
Aos 14, eu via uma história sobre viagens e sentimentos distantes. Hoje, nos olhares atentos dos meus alunos, vejo a urgência de não deixar morrer a criança que existe em nós. O Pequeno Príncipe nos lembra de que o essencial continua invisível aos olhos, e que cativar é criar laços que o tempo não apaga. "Se me pedires para te explicar, atentamente atenderei ao teu pedido, pois conversar é uma das minhas maiores habilidades. Mas se não pudermos prosear, leia: O Pequeno Príncipe." Com carinho, Caju.
Publicação em: 2026

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