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As aventuras de Caju da vida adulta

É, gente... a semana passou por cima de mim feito um trator e ainda é só noite de terça-feira. Essa claramente seria uma frase dita pela Caju, (no meu diário de 8 anos rs'). Bom, não são todos os dias que chegam leves. Eu brinco que fui eu quem escolhi essa rotina, mas o meu maior erro é tentar abraçar o mundo com braços de tamanho normal. Como vi que não daria conta do planeta inteiro, decidi pedir as contas.


Rindo para não chorar, mas a verdade é que tirei um peso enorme das costas. E antes que especulem: do colégio? Não, amigas, ali eu continuo firme! (Mas também se extrapolarem, já viu né? kkk revoltadinha!) Pedi demissão de apenas uma das um milhão de obrigações que acumulo. Não é que a bagagem tenha ficado leve de uma hora para outra, mas agora estou me concentrando na área da educação, alfabetização e matemática. Assim, pelo menos, eu surto em uma categoria só. Enquanto a Dora Aventureira coleciona viagens, eu coleciono trabalhos. È... agora sim eu sinto que esse texto são falas da Caju. rs'

Trabalho desde às 5h20 da manhã e abro mão de muitas coisas no presente para construir algum conforto no amanhã. A vida adulta tem essa poesia meio torta: a gente rala, se cansa, mas aprende a priorizar a própria paz e a proteger o próprio teto. Tudo o que tenho é fruto de muito suor, nada veio de mão beijada. Por isso, fica o lembrete carinhoso, poético e sincero: meu esforço diário sustenta os meus passos, não os dos outros. O meu “não” para empréstimos e favores financeiros não é um caso isolado, é uma regra geral para preservar minha saúde e meu futuro. 

Escolhi essa loucura bonita que é ensinar e construir meu caminho, mas aprendi que não dá para salvar o mundo se eu me afundar no processo. Seguimos firme (e de pé desde a madrugada)! Repito, claramente uma página de "As aventuras de Caju da vida adulta" rs' Dona Mira, Sebastião e Gatito Tito devem estar surtando comigo! (Piada interna, apenas meus alunos conhecem essa história!) kkk

Com carinho, Caaaaju! Agora, desempregada? Não. Menos ocupada? Também não. Seletiiiiivaaaaa mores! SE-LE-TI-VA! E se não gostar, manda embora. kkkk Zero paciência para ficar doente por trabalho: eu realmente peço as contas e vou-me embora. Se as pessoas soubessem como é libertador ressignificar a própria existência a ponto de não permanecer onde te adoece, seria babado... Todo mundo ficaria menos irritado, levemente mais feliz, realizado e satisfeito com a própria vida. 

Agora sim... com carinho!
Caju!


Publicação em: 2026


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