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A arte de ser abrigo em silêncio

Para todas as tempestades que vierem, a certeza é uma só: você não está só... Existem notícias que chegam sem alarde, mas têm o poder de transformar a noite mais inquieta no momento mais calmo do mês. É uma sensação bonita e rara: aquela em que o peito finalmente sossega ao entender que, apesar de todo o barulho que o mundo faz lá fora, o que realmente importa permanece de pé. 

Com o tempo, a gente aprende que a reciprocidade nem sempre precisa de caminhos escancarados. Ela vive no pensamento atento, na prece discreta por dias melhores e no desejo sincero de ver o outro bem — pelos recomeços, pelas vidas e pela felicidade que se reconstrói depois de qualquer vento forte. 

O cuidado não depende da proximidade física ou da presença constante. Ele se faz presente na intenção firme e silenciosa de ser apoio, mesmo que de forma indireta. Para toda tempestade que passa, a maior certeza que fica é a de que ninguém precisa atravessar os estragos sozinho. Há sempre um carinho que atravessa distâncias, atento e pronto para acolher — no silêncio, no pensamento e onde mais for preciso. 

Agradeço por me acalmar, aflita estava. Agora irei dormir em paz. 😌 Existem barreiras que, uma vez ultrapassadas, revelam algo raro. Não é o tipo de conexão que se encontra em qualquer esquina ou em qualquer dia; é algo genuíno, que o tempo e a distância não desgastam. Por isso, fica aqui a promessa discreta, porém inabalável: para além do barulho do mundo e para além das tempestades, o apoio é real. E onde houver essa verdade, haverá sempre um lugar seguro para recostar a cabeça e recomeçar.


Entre todas as linhas que já escrevi, guardar você na intenção e no afeto
continua sendo o meu capítulo favorito. Com carinho, Caju. Sua autora de livros de romance.

Publicação em: 2026

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