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Caminho se conhece andando..

 

Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder.
Perdido fica perguntando, vai só procurando, e acha sem saber.
Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver.
Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído, espalhar bem-querer.


Com carinho, Caju!

A Geometria da Fé

O que São Bento e a Ciência tem em comum. Terminar uma novena é desenhar um ponto final invisível, mas profundamente sentido. Foram nove dias conversando com o silêncio, buscando em São Bento não apenas uma armadura contra o que vem de fora, mas um filtro para o que permito morar dentro de mim. Muita gente me pergunta o que significa essa devoção e o que, afinal, recebemos em troca quando nos entregamos a esse mistério. A resposta é simples e, ao mesmo tempo, avassaladora: recebemos espaço. Espaço para a paz onde antes havia ruído.A espiritualidade não é um conceito abstrato que flutua longe da nossa realidade; ela se molda na nossa carne. Curioso como a ciência, hoje, caminha de mãos dadas com o invisível. Já está provado que as nossas células mudam de forma, respondem e se transformam diante de palavras positivas e intenções elevadas. Nós somos feitos de água e vibração. Quando sintonizamos nossa mente em uma prece, quando escolhemos a proteção em vez do medo, estamos literalmente alterando a nossa própria biologia. É a fé operando em nível celular.

Rezar a São Bento é um lembrete científico e espiritual de que as palavras curam ou adoecem. O que recebemos em troca desses nove dias não é a ausência de tempestades, mas a certeza de que as nossas estruturas se tornaram fortes demais para serem abaladas por qualquer vento contrário. Que a nossa energia seja sempre o nosso maior escudo.

E assim eu finalizo mais uma novena, com a certeza de que o nosso Criador pode e faz coisas incríveis. No final das contas, a fé não é sobre mudar o mundo lá fora, mas sobre permitir que Ele transforme o mundo que existe aqui dentro. Que a minha alma continue sendo esse solo fértil, protegido e pronto para o que há de vir. Amém. ✨

Inesquecível Beeh!


Esse é o início do primeiro texto que escrevi aqui no blog, a muitos anos atrás, e que agora também ganha voz em vídeo. Queria que você soubesse, embora o silêncio e a distância indicam que seus passos não cruzarão mais as minhas páginas, afinal, eu já não busco o seu caminho e ficou subentendido que você também não.

Li cada um dos seus comentários hoje, só hoje; e o peito finalmente suspirou: já passou. Como te disse antes, o sentimento não deixa de existir de uma hora para outra; nós apenas o recolocamos em prateleiras mais altas, em lugares melhores. Mas o peso já passou. O que aconteceu tinha que acontecer, e fico feliz que tenha se explicado, mesmo que de maneira tardia ou do seu próprio jeito. Eu ainda amei te conhecer.

E, mais do que tudo, eu queria te pedir desculpas. Desculpas por, em algum momento, ter tentado moldar a realidade ao tamanho dos meus sonhos, exigindo de você uma maturidade ou uma transparência que você simplesmente não podia dar. Peço desculpas por ter me demorado tanto tempo em um lugar onde eu claramente já não cabia. 

Mas quer saber? Está tudo bem termos passado pelo que passamos. Não guardo rancor das nossas linhas tortas. Cada tropeço, cada palavra não dita e cada ilusão desfeita foram necessários para que eu me reencontrasse. A gente precisava desse caos para entender o valor da nossa própria paz.

O que foi bonito fica guardado em uma caixinha de memórias que já não me machuca mais. E o que doeu virou página virada, virou texto, virou arte. Aceito o nosso fim porque sei que ele foi o único recomeço possível para mim.

E é óbvio que o respeito permanece. Você foi gentil, foi humano, e por isso o meu silêncio sempre esteve garantido. O que me desarmou não foi descobrir a verdade; foi ver você ensaiar um retorno quando os seus alicerces já pertenciam a outro lugar. Isso me pegou de surpresa. Mas não me cabe ditar as regras do seu jogo, até porque o que vivemos foi bonito e real o suficiente para me salvar no momento em que eu mais precisava de abrigo.

Você me ajudou, e nego a mim mesma o direito de esquecer. O que senti por você cruzou caminhos que eu nunca havia percorrido antes, e se o tempo nos ensina a amar, eu me permiti amar cada detalhe teu. Mas o ponto final já foi desenhado. Não haverá buscas, não haverá acessos. Fica o respeito, o silêncio e a distância bonita de quem aprendeu a te guardar no passado.

Sobre o que você disse sobre a possibilidade de nos expor... confesso que, por muito tempo, esse foi o meu maior desejo. Mas que partisse de você, pois eu não teria tamanha coragem, mas estava pronta, pra pegar em sua mão e assumir toda a responsabilidade com as consequências de nossas ações. Loucura, não é? Sentir a urgência de viver um romance da forma mais pura e intensa, como nunca vivi antes, ao lado de alguém com quem me conectei logo de cara. Mas, como bem sabemos, nós escolhemos nos aventurar com os pés firmes no chão, cientes de cada abismo. Eu amo escrever, mesmo que não haja ninguém para ler. E amo essa parte da vida em que estive com você. Com carinho, Caju.