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Voa Lucas, voa.


Tem gente que chega, mas não fica. Chega leve, promete ventania, e de repente vira brisa. Diz que quer, mas não quer tanto assim. Quer o fácil, quer quando lhe sobra tempo e não por todo tempo. Quer quando o silêncio pesa. Mas quem quer de verdade não aparece só quando a saudade aperta.

Eu aprendi que o amor precisa de coragem. Coragem para não fugir quando o sentimento assusta. 

Ele quis minha presença, não a minha alma. Quis o toque, não o laço. E quando percebeu que amar exige entrega, preferiu se esconder atrás de sua própria insignificância. E não que eu fosse diferente disso, pois na verdade - todos somos!

Mas com o passar do tempo e de todas as experiências que eu pássaro livre que sou, me permiti e me permito ter, sei que nem todo mundo nasceu para voar. Alguns se acostumam com a gaiola, com o chão seguro, com medo do vento. E tudo bem. Se cair enquanto voa machuca, (pois eu já cai algumas vezes), eu imagino que perceber tarde demais que nunca voou, possa machucar ainda mais.

Não volte mais em outubro, com carinho.. passarinha.

A leveza de não ter (ainda)

Era uma daquelas tardes em que o vento parecia sussurrar segredos antigos pelas frestas da janela. Ela, sentada na beira da cama, observava o mundo lá fora com olhos calmos, mas carregados de pensamentos. Havia algo dentro dela que pulsava silencioso: o desejo de pertencer, de encontrar um lugar onde seu silêncio fosse compreendido e sua presença, sentida.

Nunca foi sobre grandes conquistas ou aplausos. Era sobre aquele sentimento miúdíssimo de se encaixar, mesmo sem moldes perfeitos. E ela sabia, no fundo, que nem sempre o que queremos chega na hora que pedimos. Algumas vontades se transformam em caminhos e outras, em espera.

Houve um tempo em que ela se perguntava se era o suficiente. Se era digna das coisas simples que desejava com tanta ternura. Com o passar dos dias, aprendeu que o mundo tem seu ritmo, e que o merecimento não se mede pela intensidade do querer, mas pela leveza com que seguimos mesmo quando falta.

Naquela tarde, ela sorriu para si mesma. Não era um sorriso de quem venceu tudo, mas de quem aceitou que não precisa vencer sempre para continuar. Ela sabia que seu coração era bom, que seus passos eram firmes, mesmo quando o chão tremia.

Talvez ainda não fosse a hora. Talvez aquele sonho guardado não fosse sobre realização, mas sobre formação. Sobre quem ela estava se tornando ao seguir, mesmo sem garantias.

E assim ela continuou. Com doçura. Com coragem. Sabendo que o que é dela encontra um jeito de chegar. E que, enquanto isso, está tudo bem esperar. Esperar acontecendo e não esperar, esperando.

A casa dos sonhos

Dizem que sonho demais… e talvez seja verdade. Mas se tem algo que aprendi ao longo da vida, é que cada detalhe importa. Para mim, são os pequenos toques que dão alma a um lugar, que transformam um espaço qualquer em um lar. Faz muitos anos que não me permito pensar nisso, mas hoje resolvi compartilhar com vocês minha "to do list" da casa dos sonhos. Sabe o que aconteceu desde a última vez que fiz isso, há 10 anos? Nada mudou. No fundo, minha essência sempre esteve aqui. A magia dos contos de fadas ainda faz morada no meu coração. Não sei quando ou como, mas sei que essa casa já existe dentro de mim. E um dia, ela será real.



Imagine uma casa que vai além das paredes e do teto, um lar que abraça e acolhe, onde cada detalhe é pensado para proporcionar aconchego e bem-estar. Essa casa tem uma fachada verde militar, combinando com as portas e janelas de madeira que trazem um toque rústico e elegante.

Ao entrar, há uma sensação de paz e organização. A biblioteca se mistura com um jardim encantador, um refúgio perfeito para quem ama ler cercado pelo verde. Nos fundos do quintal, uma casa da árvore se ergue imponente, acompanhada por um balanço que convida à leveza da infância. Há flores por toda parte, espalhando cor e perfume, e a natureza se faz presente em cada canto.

A despensa é clean e organizada, um espaço pensado para facilitar a rotina sem perder o charme. Para os momentos de estudo e concentração, há um cantinho especial, tranquilo e inspirador. Nos quartos, próximo às janelas propositalmente mais baixas, uma poltrona convida para momentos de leitura, permitindo que o olhar se perca na paisagem enquanto as páginas de um livro se desenrolam.

As cores predominantes são o branco, o marrom e o verde, criando um ambiente harmônico e acolhedor. Essa casa tem vida! A geladeira está sempre cheia e os abraços nunca faltam. O som dos pássaros embala as manhãs, e, aos domingos, o cheiro de pão caseiro recém-saído do forno toma conta do ar.

Mais do que uma casa, esse é um lar. O lugar onde o coração encontra descanso, onde cada detalhe conta uma história de amor e cuidado. Esse era um sonho... e agora realidade, que me proponho a conquistar.

Escrevi enquanto ouço A lot more free de Max McNown. Dê o play! Com amor, Anne.