Esse é o início do primeiro texto que escrevi aqui no blog, a muitos anos atrás, e que agora também ganha voz em vídeo. Queria que você soubesse, embora o silêncio e a distância indicam que seus passos não cruzarão mais as minhas páginas, afinal, eu já não busco o seu caminho e ficou subentendido que você também não.
Li cada um dos seus comentários hoje, só hoje; e o peito finalmente suspirou: já passou. Como te disse antes, o sentimento não deixa de existir de uma hora para outra; nós apenas o recolocamos em prateleiras mais altas, em lugares melhores. Mas o peso já passou. O que aconteceu tinha que acontecer, e fico feliz que tenha se explicado, mesmo que de maneira tardia ou do seu próprio jeito. Eu ainda amei te conhecer.
E, mais do que tudo, eu queria te pedir de
Mas quer saber? Está tud
O que foi bonito fica guardado e
É
Você me ajudou, e nego a mim mesma o direito de esquecer. O que senti por você cruzou caminhos que eu nunca havia percorrido antes, e se o tempo nos ensina a amar, eu me permiti amar cada detalhe teu. Mas o ponto final já foi desenhado. Não haverá buscas, não haverá acessos. Fica o respeito, o silêncio e a distância bonita de quem aprendeu a te guardar no passado.
Sobre o que você disse sobre a possibilidade de nos expor... confesso que, por muito tempo, esse foi o meu maior desejo. Loucura, não é? Sentir a urgência de viver um romance da forma mais pura e intensa, como nunca vivi antes, ao lado de alguém com quem me conectei logo de cara. Mas, como bem sabemos, nós escolhemos nos aventurar com os pés firmes no chão, cientes de cada abismo. Eu amo escrever, mesmo que não haja ninguém para ler. Com carinho, Caju.




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